Fio da comunicação.
Rodolfo - Escuto o metralhar inacessível do relógio, avisando-me num ritmo agonizante que as horas passam e não mais voltam. Amarra meu pé no seu pendulo e me sacode pra lá e para cá. Preso no seu ciclo sou arrastado para a morte, esfolando a camada do sonho que cobre a podre carne. Fazendo-me lembrar que hoje eu sou e amanhã não sou mais como sou.
André - Um constante movimento. Você movimenta o mundo, o seu mundo. Às horas te pertencem. A morte te espera. Você já pode estar morto. Sinta nas entranhas a dor da angustia existencial. O homem que teme a morte, teme a vida. Carne podre. Resto podre da carniça que foi devorada pelo rato do esgoto que habita em seu quarto. Blasfêmia. Procura o seu caminho pangarofo. Esse não é o seu mundo. Mata-te e faça-me sorrir.
Rodolfo - Vou rasgar o bucho e te mostrar as entranhas. Vai sentir o sabor de ver-me quase morto a estrebuchar no chão. Vai me ver morto partindo pela janela do olho fora da órbita. Pensando, mal conseguia chegar ao chão. E então vou te querer morto também, esquartejado com uma parte em cada casa. Quero seus dentes pra fazer um colar com o qual farei rituais. Pancada na gripe, no vírus que te faz vivo. Faz-me rir!
André - Rasga-te homem. A sua loucura saíra da moradia. Como um fantasma que assusta a inocente criança. Eu morto valeria uma estrela, pois estou distante e perto da maldade. Sou sincero, como o destino que destina a sua cruel morte. Cala-te e morra em paz.
André - Um constante movimento. Você movimenta o mundo, o seu mundo. Às horas te pertencem. A morte te espera. Você já pode estar morto. Sinta nas entranhas a dor da angustia existencial. O homem que teme a morte, teme a vida. Carne podre. Resto podre da carniça que foi devorada pelo rato do esgoto que habita em seu quarto. Blasfêmia. Procura o seu caminho pangarofo. Esse não é o seu mundo. Mata-te e faça-me sorrir.
Rodolfo - Vou rasgar o bucho e te mostrar as entranhas. Vai sentir o sabor de ver-me quase morto a estrebuchar no chão. Vai me ver morto partindo pela janela do olho fora da órbita. Pensando, mal conseguia chegar ao chão. E então vou te querer morto também, esquartejado com uma parte em cada casa. Quero seus dentes pra fazer um colar com o qual farei rituais. Pancada na gripe, no vírus que te faz vivo. Faz-me rir!
André - Rasga-te homem. A sua loucura saíra da moradia. Como um fantasma que assusta a inocente criança. Eu morto valeria uma estrela, pois estou distante e perto da maldade. Sou sincero, como o destino que destina a sua cruel morte. Cala-te e morra em paz.

